mi a boldogság? / o que é a felicidade?

O imaginário poético é um site que descobri meses atrás e que visito regularmente porque gosto muito de praticamente tudo que aparece lá. Até já escrevi sobre ele numa coluna que tenho na Revista 14.

Carl Sandburg, buscando a felicidade

Pois bem, hoje passeando por lá encontrei o link para um site chamado American Poems e fui conferir. E, embora tenha clicado pensando mais em reler alguma coisa de Emily Dickinson, poeta do meu coração, terminei sendo atraído pela foto e o nome de Carl Sandburg (1878 – 1967), operário filho de imigrantes suecos cuja poesia, de linguagem aparentemente simples e coloquial, foi muito marcada por suas preocupações sociais, por sua experiência de trabalhador americano pobre, que em certo momento teve, inclusive, que abandonar os estudos para ganhar seu sustento.

Mas o curioso é que abrindo uma lista de poemas seus busquei um com o título de “Happiness”, sem ter idéia do que ia encontrar. Aí dei de cara com estes versos surpreendentes, que resolvi traduzir e partilhar com você, leitor.

A Felicidade

Pedi aos professores que ensinam o sentido da vida para me dizerem
o que é a felicidade.
Depois fui a grandes executivos que mandam no trabalho de
milhares de homens.
Todos balançaram a cabeça e riram como se eu
estivesse tentando brincar com eles.
Aí um domingo de tarde eu estava caminhando ao longo
do rio Desplaines
E vi um grupo de húngaros debaixo de uma árvore com
suas mulheres e filhos
E um barril de cerveja e um
Acordeão.

Para comemorar essa feliz coincidência, fiquem agora com a linda “Valse Musette”, composição do grande acordeonista magiar Tabányi Mihály /tóbáánhi mírráái/, na interpretação de Sász Szabolcs /sááz sóbôltch/


um abraço,
Natal, 2010. március 4.

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6 Comentários

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6 Respostas para “mi a boldogság? / o que é a felicidade?

  1. samarone

    Ops,
    cheguei por aqui.
    Prometo retornar.
    Samarone

  2. Só faltam as mulheres, os filhos e o barril de cerveja.

  3. Vladimir Reinherz

    Sobre a felicidade tem um ditado hungáro ( Magyar Kozmóndás ) que expressa bem o que é felicidade. ” Ahól áz ambicío vegzodik, ott kezdodik á boldógság. ” ( quando a ambição termina a felicidade começa, peço desculpas não consegui colocar a acentuação no vegzodik, no o, os dois pontinhos e no kezdodik os dois pontinhos, quando teclo não fica registrado, maravilhosa a música e mensagem, um belo poema. Faço uma sugestão que seja feita um post sobre a importancia do dia 15 de março para os hungáros que passou, assim como as datas civicas contextualizando historicamente e como hj após o impacto da queda do muro o hungáro medio se posiciona frente a nação em termos de cultivar os valores da pátria, muito me espantou ao ler recentemente a Biografia de Franz (Ferenc – Francisco ) Liszt que este grande compositor nunca aprendeu o hungáro, morou boa parte da Vida em Bécs( Viena ) e não se interessou pelo aprendizado da língua de seus pais, o contexto historico da epóca explica em parte.

  4. dana paulinelli

    Ei, Chico!
    Fico feliz que o Imaginário tenha contribuído p/a tua paixão húngara! Se vc conhecer algum link bacana de poesia húngara, pode me dizer que eu coloco na lista “Poesias em outras línguas”.
    Já te disse: vc manda no IP!
    Tem cota de sócio fundador 😉
    Beijo,
    dana

  5. Tancsik

    Isso me fez lembrar de csardas !

  6. a literatura magyar é rica em detalhar sentimentos familiares e individual
    o que sei deste povo era contado por meu avo pai.

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