Bartók: acolher diferenças com Música

Escrevendo o post anterior sobre crimes contra os ciganos na Hungria, me referi à capacidade da Arte de digerir e dar saídas criativas pros inevitáveis conflitos humanos, aí esbarrei numa jóia de Bartók Béla (1881-1945), os “Contrastes para violino, clarinete e piano, sz.111”, que pra mim são um emblema primoroso desse poder acolhedor das diferenças na Grande Música.

Bartók Béla

Bartók Béla

Como muitos sabem, Bartók saiu a campo junto com seu amigo e compatriota magiar Kodály Zoltán no começo do século passado pra pesquisar e registrar as ricas tradições musicais da Bacia Carpática e dos Bálcãs, ajudando a fundar o que passou a ser conhecido como etnomusicologia.

A propósito, a pronúncia do prenome do mestre é /bêêla/, e não /béla/, como se ouve muito por aí. O sobrenome se diz /bórtôôk/.

Seguem-se os três movimentos dos “Contrastes”, com o grande Yehudi Menuhin, Jeremy Menuhin (piano), e Thea King (clarinete), num registro de 1972, em Paris.

Mov. I e II

Mov. III

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3 Comentários

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3 Respostas para “Bartók: acolher diferenças com Música

  1. Há muito digo e repito que a arte é a catarse da humanidade, sobretudo, purifica! Boa música para ouvidos surrados pelos dias atuais! Fenomenal!

  2. Edjane Linhares

    Bom resgate! Grande Béla! Gostei saber da pronúncia.
    Um abraço
    Edjane

  3. Arthur Szúnyog Orsi

    Estou atualizando minha playlist
    Cseh Tamás, Bartók Bela, Kodály Zoltán ….

    posta algo sobre o Fekete Pako

    AUHAUHAUAHUAHUAA

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