Curso de língua magiar em Fortaleza.

Szervusztok!uece

Acabo de receber uma excelente notícia através de Gilberto Edson, que visitou ontem o blog. A UECE – Universidade Estadual do Ceará criou agora em setembro um Núcleo de Língua e Cultura da Europa Central,  em parceria com a Universidade de Eötös Loránd (ELTE), Fundação Pallas Athéné e Embaixada da Hungria no Brasil. Uma das primeiras consequências práticas foi a abertura de um Programa de Leitorado em Língua Húngara, que envolve um curso básico de língua húngara, cujas aulas começarão em 2018, o primeiro a acontecer numa universidade brasileira fora o da USP.

Há mais informações sobre essa notícia muito alvissareira AQUI.

Abraços.

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Lembrando outubro de 1956

Szervusztok.

Em 23 de outubro comemora-se o início da Revolução Húngara de 1956, frustrada como todos sabem pela reação dos soviéticos em defesa do ‘Pacto de Varsóvia’, combinada com a falta de apoio efetivo dos países ocidentais no quadro de um mundo dividido em áreas de influência pela Guerra Fria.

Hoje chegou-me um artigo do Daily News Hungary com um video que me pareceu um bom resumo dos acontecimentos, incluindo depoimentos interessantes e fatos de bastidores que eu não conhecia. Infelizmente o artigo e o video – narrado em inglês sem legendas em português -, terão alcance limitado para os menos familiares com essa língua. Mas resolvi postá-lo mesmo assim.

Para acessar o artigo e o video clique no título abaixo. Abraços.

THAT’S WHY 23RD OCTOBER IS SO IMPORTANT FOR HUNGARIANS – VIDEO

 

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Descobrindo a magia do possessivo em húngaro num verso de Weöres Sándor

Szervusztok!

Conforme planejei quando postei dias atrás minha primeira versão de Variáció, arriscarei aqui um breve comentário sobre a forma do possessivo que encontramos nos versos de Weöres por exemplo, no verso a hangok illata  (o aroma dos sons)

Primeiramente proponho conferirmos as formas básicas e significados dos substantivos que Weöres utilizou pra tecer a sua Variação: hang, illat, íz, e szín. 

De acordo com o dicionário Magyar-Portugál editado pela Akadémia Kiadó,

hang significa primeiramente voz, mas é também tom e som;

illat [pronuncia-se /íl-lót/, marcando a consoante dupla com uma breve pausa, com a tônica na primeira sílaba, como sempre em húngaro] significa cheiro agradávelperfume, aromafragrância;

íz [pronuncia-se /iiz/, com i longo] é palavra polissêmica, o dicionário indica três sentidos bem diferentes, mas no que se refere aos sentidos significa sabor, gosto, paladar; e

szín [pronuncia-se /siin/, também com i longo, e com n ‘verdadeiro’, como em inglês, não como pronunciaríamos ‘sin’ ou ‘sim’ em português, apenas nasalando a vogal] significa primeiramente cor, embora tenha, segundo o dicionário, uma porção de outros sentidos, inclusive tinta, aspecto, nível etc.

Em segundo lugar, vamos (re)lembrar que o –k é a marca do plural em magiar, daí que as formas hangok, illatok, ízek, e színek repetidas ao longo do poema significam, respectivamente, sons, aromas, sabores e cores. Notem bem que as vogais o e e antes do k, são mero recurso de ligação que a língua usa para produzir o plural, através de um mecanismo linguístico chamado harmonia vocálica (-ek combina com íz e szín, enquanto -ok casa bem com hang e illat).

Ora, se hangok em a hangok illata significa apenas sons, e se o verso se traduz como o aroma dos sons, então onde está o que é traduzido por dos? Em outras palavras, o que indica a relação de posse no verso? [Lembremos que o a antes de hangok é o artigo definido único em húngaro, podendo ser traduzido como o/a/os/as em português, dependendo do caso]

Resposta: o que indica o possessivo no verso a hangok illata é o –a colocado ao final de illat (aroma), que gerou a forma illata.  Ou seja é o aroma, ‘pertencente’ aos sons, que assume a relação de posse, e não os sons, que são os ‘donos’ do aroma, digamos.

Para entender melhor a radical diferença do possessivo no húngaro em relação às línguas da nosso tronco indo-europeu tomemos a frase a casa de Maria. Em inglês – para quem conhece os seus rudimentos – a gente pode traduzir a frase como Maria’s house (ou Mary’s house, se o nome for também traduzido), concordam? E qual a lógica disso? Marcamos o nome da ‘possuidora’ com um sinal que indica que a casa lhe pertence.

Agora vamos traduzir essa frase para o húngaro. Para facilitar as coisas, casa em húngaro é ház. [Deixemos pra outra hora o fato de que ház pode significar também um prédio de apartamentos, e que quando se diz ao telefone ‘estou em casa’ não se usa ház, risos].

Pois bem, a casa de Maria em húngaro a fica a Mária háza. Como se pode notar, ao contrário do que ocorreu em inglês, Maria, a possuidora, não sofreu marca ou alteração (a não ser uma adaptação do nome ao húngaro, onde ele tem o primeiro a longo, aberto).  Mas ház (casa) sofreu uma alteração: virou háza, sendo esse -a final a marca de coisa possuída, no caso por Maria.

Apelando para imaginação seria como se disséssemos normalmente em português algo como Maria casa-sua (dela). Ou como se Mary househers fosse correto em inglês.

Espero que este post não tenham ficado confuso demais para impedir que eventuais visitantes curiosos do blog – os não-falantes nativos do húngaro, como eu, quero dizer – se animem a destrinchar o possessivo no outros versos do poema de Weöres, inclusive enfrentando a ‘pegadinha’ do j em hangja nos versos 4, 9 e 12.

Variáció

a hangok illata                                                                                                                                     az illatok íze                                                                                                                                         az ízek színe

a színek hangja                                                                                                                                      a hangok íze                                                                                                                                          az ízek illata

az illatok színe                                                                                                                                        a színek íze                                                                                                                                           az ízek hangja

a hangok színe                                                                                                                                       a színek illata                                                                                                                                       az illatok hangja

Depois volto pra conversarmos mais… 🙂

Abraços.

 

 

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Weöres Sándor – Variáció

a hangok illata                            o aroma dos sons

az illatok íze                                o sabor dos aromas

az ízek színe                                a cor dos sabores

 

a színek hangja                           o som das cores

a hangok íze                                 o sabor dos sons

az ízek illata                                o aroma dos sabores

 

az illatok színe                            a cor dos aromas

a színek íze                                 o sabor das cores

az ízek hangja                            o som dos sabores

 

a hangok színe                           a cor dos sons

a színek illata                             o aroma das cores

az illatok hangja                        o som dos aromas

 

Sándor Weöres (1913 – 1989) é reconhecido hoje como o poeta mais universal na história da literatura húngara. Seu talento e domínio da língua, inigualáveis, lhe permitiram escrever e traduzir em todas formas possíveis da literatura húngara e mundial, e experimentar livremente com melodia, forma e conteúdo.

weores-sandor

Ele também se distingue de outros poetas pela sua filosofia metafísica e espiritualista. Sua inocência quase angélica, um frescor como de criança, aliavam-se no poeta a um intelecto curioso, irônico, travesso; há muitas histórias sobre seu humor efervescente, sua versatilidade e sua natureza visionária.

Seus poemas geralmente não incluem confissão personalista; ele não tinha interesse no self, mas antes em poderes universais humanos e cósmicos. Por outro lado, tinha uma grande habilidade para criar personas poéticas. Ele não tenta transmitir mensagem [no sentido de mensagem de um ‘programa’ extra-poético, especula este tradutor], apenas universalidade; isso fica comprovado pelo fato de ele ter sido sempre um favorito das crianças.

Weöres tratou do seu método poético na sua dissertação de doutorado, A vers születése (Nascimento do poema), que é, na verdade, uma meditação e uma confissão sobre sua prática de composição poética, e não um trabalho estritamente filológico. Ele descreve a maneira como, praticamente num transe, ele começa a “ouvir” o cerne do poema, que em seguida ele desenvolve e transforma em um todo coeso usando sua mente consciente. Como grandes poetas do Romantismo, ele também se considerava um instrumento de poderes externos: “Escrevi meus milhares de versos semi-acordado / em meio à fumaça de tabaco, nem sei como”. [Texto traduzido e adaptado do site hunlit.hu]

PS: Queridos amigos, é com alegria que volto aqui.  O poema acima e a tentativa de tradução que o acompanha estão na minha mente desde a feliz viagem – embora curta demais pro meu gosto, de apenas oito dias – de reencontro com Budapeste que fiz em janeiro deste ano, exatamente oito anos depois da última visita à Magyarország.

Descobri-o em um dos 3 volumes das obras completas de Weöres* que a gentil e querida senhora em cujo apartamento me hospedei através do AirBnB me emprestou enquanto estava lá, pois, como se tratava de  seu poeta mais querido, ela queria muito que eu o conhecesse melhor.

Mas confesso que escolhi este poema também pela relativa facilidade de tradução, e pensando em como ele seria um exemplo excepcional pra conversarmos um pouco sobre possessivos em magiar, o que pretendo fazer nos próximos dias num post subsequente, porque agora ficou meio tarde da noite. Grande abraço.

*[pronuncia-se /vörösh/ e o prenome é /sháándor/, que equivale a Alexandre, como a maioria de vocês já sabe]

 

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Kosztolányi Dezső e as cores do verso

Sziasztok!

Fui alertado ontem por um post do @molyhu no twitter que amanhã, 29 de março, completa-se 132 anos do nascimento de Kosztolányi Dezső, sobre quem, talvez alguns lembrem, já postei coisas AQUI e AQUI.

O @molyhu, como geralmente acontece, continha um link pro site @cultura.hu, e lá dei de cara com o poema Mostan Színes Tintákról Álmodom, de 1910. Então hoje de manhã, como forma de me juntar à comemoração, e também de matar saudades do blog, resolvi arriscar uma versão pessoal, que não pretende ser, nem tradução literal, nem recriação poética dos versos de DK, mas algo talvez intermediário, do jeito que consegui fazer meio intuitivamente e em pouco tempo (assumindo o risco inerente à pressa, risos). E ei-lo aqui:

ESSES DIAS TENHO SONHADO COM TINTAS COLORIDAS

Amarelo é a mais bela. Para escrever

muitas-muitas cartas a uma menina,

a uma menina a quem quero bem.

Para traçar labirintices, letras japonesas,

e um lindo pássaro em arabesco.

Quero ainda muitas tintas coloridas,

bronze, prata, verde, ouro,

quero ainda mais, uma centena, mil,

quero mais, quero um milhão:

lilás-brincalhão, cor-da-pele, cinza-mudo,

comportadas, amorosas, brilhantes,

mas também o violeta triste,

marrom-tijolo e azul, desde que seja claro

como a sombra colorida no vidro da porta

vista da soleira num meio-dia de agosto.

E quero ainda um vermelho-flamejante,

cor de sangue, como um poente zangado,

para escrever, escrever sempre-sempre.

Com azul, à irmãzinha, com dourado, à minha mãe,

dourado-fogo, palavra-dourada, como a madrugada.

E não me cansaria, escreveria sempre

numa velha torre, incessantemente.

Como eu seria feliz, meu Deus, tão feliz.

Quero enfeitar com isso a minha vida.

(1910)

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Parabéns, Erzsébet > Er > Elisabeth!

Sziasztok!

Volto excepcionalmente ao blog por um motivo muito especial e de muita alegria para mim e, não tenho dúvidas, para muitos dos que acompanham este espaço há mais tempo.

É que no dia 25 de fevereiro foi o aniversário da querida ‘húngaro-baiana’ Elisabeth Móricz Varga, cuja amizade é um dos melhores presentes que o HungriaMania me deu ao longo desses anos.

Erzsébet adolescente

E para homenageá-la escolhi postar abaixo mais um trecho  de suas memórias, escritas como uma carta para o seu filho Carlos/Karika, mas que tive o privilégio de poder ler e me encantar e emocionar com a força de recriação de sua prodigiosa memória, pelo colorido cinematográfico, e pelo bom-humor com que Elisabeth narra sua epopeia pessoal e familiar, que reflete também de maneira muito rica a tumultuada história da Hungria e da Europa Central nos últimos cento e vinte anos (o que só é possível, obviamente, porque ela inclui muitas histórias  que ouviu dos seus pais e familiares, que antecedem em muitos décadas o seu nascimento).

O trecho abaixo se passa em território austríaco no inverno de 1948,  pouco depois que a jovem Erzsébet Móricz e seu noivo e futuro marido László Varga, com a ajuda de Bálint, irmão mais velho de Elisabeth, que já vivia na Áustria desde o fim da Segunda Guerra, conseguiram cruzar a pé, não sem muita tensão e perigos (certamente vale outro post), a fronteira da Hungria com a Áustria fugindo da opressão do regime comunista que acabara de assumir o poder total na Hungria, e que havia tornado insustentável a vida do jovem livre-pensador László no seu país natal.

Para mim este trecho – ligeiramente editado para esta postagem – exemplifica de maneira especialmente  viva o amor à liberdade, a sensibilidade para a beleza do mundo, o bom humor e o espírito inquebrantáveis da jovem Elisabeth diante dos grandes desafios que a vida lhe colocou tão cedo na vida. Que desfrutem!

BOLDOG SZÜLINAPOT, KEDVES ELISABETH! ISTEN ÉLTESSE SOKÁIG!

COMO HEROÍNA DE FILME DE COWBOYS

“No início da viagem meu irmão Bálint falou que íamos saltar do trem antes da chegada à Zona Americana, em Linz, porque lá haveria dupla identificação e, se porventura escapássemos dos russos, os americanos, que eram muito meticulosos, não aceitariam a nossa entrada ilegal e nos devolveriam à Zona Russa.

E realmente descemos antes de entrar na Zona Americana. Descemos, sim, e como! Espetacularmente! Porque enquanto o trem seguia conosco para o nosso destino Bálint chamou-nos para fora da cabine – o trem era de modelo antigo, da época da Maria Fumaça – e nos encaminhamos para a parte final do vagão, o espaço aberto e onde ficam as escadas.

E só neste momento Bálint explicou por que ele tinha feito questão de que tomássemos o último vagão, ele tinha um propósito especial: disse que logo mais adiante ia aparecer uma curva muito fechada e nesse momento o trem ia diminuir muito a velocidade, e quando isso acontecesse devíamos pular para fora, “assim ninguém perceberá o nosso pulo porque quando cairmos o trem já estará virando a curva e desaparecerá”.

Não restou muito tempo para assimilarmos essa informação porque a curva anunciada rapidamente apareceu, o trem realmente reduziu bastante a velocidade e então Bálint me falou “Er, Pule!”. Só que nem precisei esboçar um movimento, porque Bálint já foi me empurrando para fora do trem, imediatamente depois empurrou László, e em seguida ele mesmo pulou.

A rapidez dos acontecimentos e a nossa surpresa foi tal que não tivemos tempo nem para um pensamento fugaz, já estávamos voando e nos enterrando em uma camada de neve grossa e macia.

Não estou brincando, querido, na hora eu me senti como se fosse a heroína de um dos filmes de faroeste que eu assistia na Hungria, nos quais as heroínas eram salvas na última hora, quando a carroça ia cair no abismo. Pode imaginar esta cena?

Apesar de bastante assustador tudo foi também muito divertido, olhando uns para os outros ficamos rindo feitos bobos, a sensação foi deliciosa, como nunca pensei que uma queda daquela altura de um trem em movimento pudesse ser. Mesmo que a velocidade naquele momento não fosse muito grande relativamente ainda assim o nosso voo foi espetacular.

Lembro-me do rosto assombrado do meu noivo sem entender ainda o que tinha acontecido, por que ele estava enterrado e coberto de neve. Era realmente hilariante, a nossa situação, e provavelmente a minha expressão também era de incredulidade.

Depois que conseguimos nos levantar e nos livramos da neve, limpando os nossos casacos, imediatamente colocamos o pé na estrada. Na verdade, embora parecesse assim, o lugar onde começamos andar era tudo menos uma estrada. Tratava-se na realidade de um campo enorme, de milhares de metros quadrados, de terra para cultivo de grãos, mas com era inverno estava totalmente coberto de neve, então parecia uma estrada extensivamente larga.

Adiante, à distância, vimos o que nos pareceram algumas casinhas minúsculas espalhadas, porém ao nos aproximarmos observamos que eram apenas montes de feno. Além disso não havia mais nada, nenhuma árvore sequer no meio do enorme vazio.

Porém ladeando o campo dos dois lados até aonde nossa vista conseguia alcançar, como soldados guardando a imensa propriedade, perfilavam-se enormes pinheiros seculares, lembravam árvores de natal mas que pareciam alcançar o céu, eram tão lindas que perdi a respiração, simplesmente majestosas, e estavam ainda mais belas com a neve cobrindo densamente seus galhos.

Pareciam ornados com chapéus brancos, a visão era deslumbrante, e o sol brilhava intensamente, logo mais nos sentiríamos quase cegados pela luz que se refletia na brancura daquela imensidão coberta de neve que se estendia à nossa frente.

Apesar do sol brilhante o ar estava bem frio e logo-logo nossos narizes ficaram bloqueados, o que só poderá entender alguém que já andou num frio abaixo de zero respirando o ar gelado. Todos estávamos bem vestidos, éramos acostumados ao frio, mas eu e László realmente não estávamos preparados para toda aquela andança que ainda tínhamos pela frente, naturalmente pelo nosso próprio bem.”

PS. Em homenagem adicional à nobre aniversariante, recoloquei no cabeçalho uma foto minha da bela ponte de Budapeste que traz o seu nome, Erzsébet híd, Ponte Elisabeth, vista do Platán, O Plátano, um dos meus cafés-bares favoritos de Buda, onde costumava ir depois de um bom banho termal no Rudas.

 

 

 

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Viszontlátásra. /Até outra vista.

Queridos amigos,

A partir de hoje este blog entra em recesso por tempo indefinido.

Neste momento da história não me sinto inclinado a escrever nada sobre a Hungria.

Por outro lado vou continuar lendo e amando as obras de autores de origem húngara, que produziram e ainda produzem uma das literaturas mais importantes da Europa, e vou continuar amando a estranha língua em que eles escreveram; às vezes, como no caso de Márai Sándor, muitos livros escritos no exílio, durante a vida do autor como refugiado em um país estrangeiro, destino de tantos e tantos milhares de outros filhos da Hungria, que formam a grande diáspora de língua magiar mundo afora; mas também – caso imensamente mais triste – livros escritos por grandes autores que foram aniquilados pela intolerância e o racismo de parte de seus próprios compatriotas em aliança com o pior que a Europa conheceu no século XX, como no caso de Szerb Antal, e Radnóti Miklós, para ficar apenas em dois dos meus mais conhecidos e favoritos, por que a lista dos intelectuais e artistas vítimas do nazi-facismo na Hungria é extensa demais pra caber num post de despedida.

Agradeço de coração a todos os amigos e amigas que durante estes anos  têm me honrado e alegrado com sua leitura, com seus comentários gentis, generosos e encorajadores, e com sua amizade.

Quem sabe voltemos a nos ver aqui mesmo em outro momento.

Não estou ‘matando’ o blog, o que já partilhamos aqui vai continuar disponível neste endereço, e eu continuarei atento a quem me procurar por aqui com alguma pergunta ou dúvida que esteja ao meu alcance esclarecer.

Um abraço fraterno,

Chico

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