Parabéns, Erzsébet > Er > Elisabeth!

Sziasztok!

Volto excepcionalmente ao blog por um motivo muito especial e de muita alegria para mim e, não tenho dúvidas, para muitos dos que acompanham este espaço há mais tempo.

É que no dia 25 de janeiro foi o aniversário da querida ‘húngaro-baiana’ Elisabeth Móricz Varga, cuja amizade é um dos melhores presentes que o HungriaMania me deu ao longo desses anos.

Erzsébet adolescente

E para homenageá-la escolhi postar abaixo mais um trecho  de suas memórias, escritas como uma carta para o seu filho Carlos/Karika, mas que tive o privilégio de poder ler e me encantar e emocionar com a força de recriação de sua prodigiosa memória, pelo colorido cinematográfico, e pelo bom-humor com que Elisabeth narra sua epopeia pessoal e familiar, que reflete também de maneira muito rica a tumultuada história da Hungria e da Europa Central nos últimos cento e vinte anos (o que só é possível, obviamente, porque ela inclui muitas histórias  que ouviu dos seus pais e familiares, que antecedem em muitos décadas o seu nascimento).

O trecho abaixo se passa em território austríaco no inverno de 1948,  pouco depois que a jovem Erzsébet Móricz e seu noivo e futuro marido László Varga, com a ajuda de Bálint, irmão mais velho de Elisabeth, que já vivia na Áustria desde o fim da Segunda Guerra, conseguiram cruzar a pé, não sem muita tensão e perigos (certamente vale outro post), a fronteira da Hungria com a Áustria fugindo da opressão do regime comunista que acabara de assumir o poder total na Hungria, e que havia tornado insustentável a vida do jovem livre-pensador László no seu país natal.

Para mim este trecho – ligeiramente editado para esta postagem – exemplifica de maneira especialmente  viva o amor à liberdade, a sensibilidade para a beleza do mundo, o bom humor e o espírito inquebrantáveis da jovem Elisabeth diante dos grandes desafios que a vida lhe colocou tão cedo na vida. Que desfrutem!

BOLDOG SZÜLINAPOT, KEDVES ELISABETH! ISTEN ÉLTESSE SOKÁIG!

COMO HEROÍNA DE FILME DE COWBOYS

“No início da viagem meu irmão Bálint falou que íamos saltar do trem antes da chegada à Zona Americana, em Linz, porque lá haveria dupla identificação e, se porventura escapássemos dos russos, os americanos, que eram muito meticulosos, não aceitariam a nossa entrada ilegal e nos devolveriam à Zona Russa.

E realmente descemos antes de entrar na Zona Americana. Descemos, sim, e como! Espetacularmente! Porque enquanto o trem seguia conosco para o nosso destino Bálint chamou-nos para fora da cabine – o trem era de modelo antigo, da época da Maria Fumaça – e nos encaminhamos para a parte final do vagão, o espaço aberto e onde ficam as escadas.

E só neste momento Bálint explicou por que ele tinha feito questão de que tomássemos o último vagão, ele tinha um propósito especial: disse que logo mais adiante ia aparecer uma curva muito fechada e nesse momento o trem ia diminuir muito a velocidade, e quando isso acontecesse devíamos pular para fora, “assim ninguém perceberá o nosso pulo porque quando cairmos o trem já estará virando a curva e desaparecerá”.

Não restou muito tempo para assimilarmos essa informação porque a curva anunciada rapidamente apareceu, o trem realmente reduziu bastante a velocidade e então Bálint me falou “Er, Pule!”. Só que nem precisei esboçar um movimento, porque Bálint já foi me empurrando para fora do trem, imediatamente depois empurrou László, e em seguida ele mesmo pulou.

A rapidez dos acontecimentos e a nossa surpresa foi tal que não tivemos tempo nem para um pensamento fugaz, já estávamos voando e nos enterrando em uma camada de neve grossa e macia.

Não estou brincando, querido, na hora eu me senti como se fosse a heroína de um dos filmes de faroeste que eu assistia na Hungria, nos quais as heroínas eram salvas na última hora, quando a carroça ia cair no abismo. Pode imaginar esta cena?

Apesar de bastante assustador tudo foi também muito divertido, olhando uns para os outros ficamos rindo feitos bobos, a sensação foi deliciosa, como nunca pensei que uma queda daquela altura de um trem em movimento pudesse ser. Mesmo que a velocidade naquele momento não fosse muito grande relativamente ainda assim o nosso voo foi espetacular.

Lembro-me do rosto assombrado do meu noivo sem entender ainda o que tinha acontecido, por que ele estava enterrado e coberto de neve. Era realmente hilariante, a nossa situação, e provavelmente a minha expressão também era de incredulidade.

Depois que conseguimos nos levantar e nos livramos da neve, limpando os nossos casacos, imediatamente colocamos o pé na estrada. Na verdade, embora parecesse assim, o lugar onde começamos andar era tudo menos uma estrada. Tratava-se na realidade de um campo enorme, de milhares de metros quadrados, de terra para cultivo de grãos, mas com era inverno estava totalmente coberto de neve, então parecia uma estrada extensivamente larga.

Adiante, à distância, vimos o que nos pareceram algumas casinhas minúsculas espalhadas, porém ao nos aproximarmos observamos que eram apenas montes de feno. Além disso não havia mais nada, nenhuma árvore sequer no meio do enorme vazio.

Porém ladeando o campo dos dois lados até aonde nossa vista conseguia alcançar, como soldados guardando a imensa propriedade, perfilavam-se enormes pinheiros seculares, lembravam árvores de natal mas que pareciam alcançar o céu, eram tão lindas que perdi a respiração, simplesmente majestosas, e estavam ainda mais belas com a neve cobrindo densamente seus galhos.

Pareciam ornados com chapéus brancos, a visão era deslumbrante, e o sol brilhava intensamente, logo mais nos sentiríamos quase cegados pela luz que se refletia na brancura daquela imensidão coberta de neve que se estendia à nossa frente.

Apesar do sol brilhante o ar estava bem frio e logo-logo nossos narizes ficaram bloqueados, o que só poderá entender alguém que já andou num frio abaixo de zero respirando o ar gelado. Todos estávamos bem vestidos, éramos acostumados ao frio, mas eu e László realmente não estávamos preparados para toda aquela andança que ainda tínhamos pela frente, naturalmente pelo nosso próprio bem.”

PS. Em homenagem adicional à nobre aniversariante, recoloquei no cabeçalho uma foto minha da bela ponte de Budapeste que traz o seu nome, Erzsébet híd, Ponte Elisabeth, vista do Platán, O Plátano, um dos meus cafés-bares favoritos de Buda, onde costumava ir depois de um bom banho termal no Rudas.

 

 

 

8 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Viszontlátásra. /Até outra vista.

Queridos amigos,

A partir de hoje este blog entra em recesso por tempo indefinido.

Neste momento da história não me sinto inclinado a escrever nada sobre a Hungria.

Por outro lado vou continuar lendo e amando as obras de autores de origem húngara, que produziram e ainda produzem uma das literaturas mais importantes da Europa, e vou continuar amando a estranha língua em que eles escreveram; às vezes, como no caso de Márai Sándor, muitos livros escritos no exílio, durante a vida do autor como refugiado em um país estrangeiro, destino de tantos e tantos milhares de outros filhos da Hungria, que formam a grande diáspora de língua magiar mundo afora; mas também – caso imensamente mais triste – livros escritos por grandes autores que foram aniquilados pela intolerância e o racismo de parte de seus próprios compatriotas em aliança com o pior que a Europa conheceu no século XX, como no caso de Szerb Antal, e Radnóti Miklós, para ficar apenas em dois dos meus mais conhecidos e favoritos, por que a lista dos intelectuais e artistas vítimas do nazi-facismo na Hungria é extensa demais pra caber num post de despedida.

Agradeço de coração a todos os amigos e amigas que durante estes anos  têm me honrado e alegrado com sua leitura, com seus comentários gentis, generosos e encorajadores, e com sua amizade.

Quem sabe voltemos a nos ver aqui mesmo em outro momento.

Não estou ‘matando’ o blog, o que já partilhamos aqui vai continuar disponível neste endereço, e eu continuarei atento a quem me procurar por aqui com alguma pergunta ou dúvida que esteja ao meu alcance esclarecer.

Um abraço fraterno,

Chico

8 Comentários

Arquivado em Uncategorized

crédito de nova foto

Não resisti e copiei a bela foto ‘cartão postal’ de Budapeste acima que encontrei no site Let’s learn Hungarian

Para quem nunca foi lá, a foto deve ter sido tirada da Margít híd, a Ponte Margarida, e tem o prédio neo-gótico do Parlamento do lado direito, em Pest, a Lánc híd, a Ponte das Correntes sobre o Duna/Danúbio, e o Budai Vár, o Castelo de Buda, na direita.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Crédito de imagem

A nova imagem de cabeçalho, de um exemplar antigo de bordado húngaro, foi obtida no site do Núcleo de Memória do Mosteiro  São Geraldo de São Paulo.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Sobre Fachadas ‘Subversivas’ na Era Kádár

3034541-slide-s-8-the-magnificent-facades-of-hungarian-cube-houses

Em seguida à Segunda Guerra Mundial, um tipo especial de habitação popular se proliferou na Hungria comunista: o cubo. Na reconstrução do país no pós-guerra o Cubo Húngaro, (Magyar Kocka*, em húngaro) tornou-se uma forma onipresente de arquitetura residencial padronizada. Uma das poucas maneiras que as pessoas tinham de personalizar essas casas como que cortadas com uma forma de fazer biscoitos era decorar suas fachadas.

No seu livro Hungarian Cubes: Subversive Ornaments in Socialism,  a artista germano-húngara Katharina Roters documenta o individualismo encontrado na ornamentação dessas casas, às vezes chamadas Kádár Kocka, ou Cubo Kádár, em referência ao líder comunista [pós-1956] Kádár János. A série de imagens começou em 2003 quando Roters mudou-se da Alemanha para uma pequena aldeia húngara. Ela começou fotografando as fachadas das casas locais, expandindo depois o projeto para aldeias em todo o país.

3034541-slide-s-7-the-magnificent-facades-of-hungarian-cube-houses

Suas fotos se concentram nos designs abstratos coloridos das fachadas dessas casas-caixotes. Roters apagou digitalmente fios de eletricidade, galhos de árvores e outros obstáculos visuais, permitindo que as formas geométricas apareçam na sua integridade arquitetônica. Vistas uma atrás da outra, as diferenças marcantes de cores e desenho surgem contra o pano de fundo da estrutura uniforme das casas. “Essa prática é uma subversão inconsciente que vai na contramão do conformismo visual coletivo doutrinado”, diz a artista ao site DEZEEN.

*Kocka se pronuncia /kótska/, já que a letra c tem som de ts, em magiar. Daí que Ferenc (Francisco) se diz /Férents/, e não /Ferenk/, como se ouve às vezes por aí😉

O post acima é uma tradução feita por mim do artigo The Magnificent Facades of Hungarian Cube Houses, encontrado no site FAST COMPANY. Várias outras fotos ilustram artigo original, vale a pena conferir.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

2 videos legais sobre os magyarok e Magyarország*

*[Os húngaros e a Hungria, em língua magiar]

Visitando o site do Departamento de Letras Orientais da USP sobre o Curso de Difusão Cultural de Língua e Cultura Húngara [ver AQUI], para o qual Tereza Zabo me chamou a atenção, encontrei dois videos interessantes, que compartilho abaixo.

O primeiro é uma reportagem longa, bem abrangente, sobre a imigração e a comunidade de origem húngara no Brasil, centrado sobretudo em São Paulo, porque – claro – foi lá que se estabeleceu a maior parte dos magiares da diáspora no país. Como é uma produção húngara, há muito pouca coisa em português, mas mesmo para quem não conhece a língua, as imagens contam uma história bastante rica.

O segundo é uma campanha de atração de turistas do Ministério do Exterior da Hungria que – além de muito bonita – me parece muito inteligente, porque ressalta o gênio criativo e inventivo dos húngaros sobretudo dos últimos 100 anos. Acho que muitos – como aconteceu comigo – vão se surpreender com o número de invenções importantes do mundo moderno que se devem a húngaros.

Vamos aos videos…

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Uma feliz surpresa numa festa de casamento na Hungria rural de 1942

Sziasztók!

Outro dia, na introdução à primeira parte da entrevista de Krasznahorkai László, escrevi que estava preparando um texto baseado nas memórias de uma amiga, lembram?

Pois bem, com algum atraso por motivos alheios a minha vontade finalmente trago aqui uma primeira amostra das memórias de Elisabeth Móricz Varga, amiga húngaro-baiana muito querida que ganhei através do blog, e que certamente alguns de vocês que frequentam o HungriaMania também conhecem.

Meses atrás recebi pelo Sedex um volume informalmente impresso intitulado Do amanhecer ao entardecer da vida com uma dedicatória muito gentil e afetuosa, que me deixou muito alegre e curioso. Descobri depois que era um de apenas cinco exemplares que Elisabeth tinha mandado imprimir e fiquei também honrado e comovido.

Ainda assim, não imaginei o impacto que a leitura me causaria. Resumindo ao máximo, para que possam ir logo ao que interessa, as memórias de Elisabeth são a própria história turbulenta da Hungria a partir do final do anos 30, contada com muita verve e bom humor e com um talento narrativo que honra a memória de Móricz Zsigmond, seu tio paterno mais velho, provavelmente o maior escritor do Realismo húngaro.

Escolhi para começar um trecho leve e divertido, mas muito evocativo e com um fecho que acho bem interessante; também porque me fez lembrar imediatamente um delicioso conto de Jókai Mór chamado Divertimento forçado, que abre a nunca suficientemente elogiável Antologia do Conto Húngaro, selecionada e traduzida por Paulo Rónai no final dos anos 50.

Com vocês uma descoberta de uma mocinha da Capital no mundo rural da Hungria dos anos 40.

“Ágnes, minha irmã mais velha, casou-se com um rapaz chamado Lőrinc(1) no dia 25 de dezembro de 1942.  

Primeiro houve o cerimônia civil em Budapeste, mas o casamento religioso foi celebrado na casa dos pais do noivo perto de Debrecen, no Leste da Hungria, onde o pai de  Lőrinc era administrador da propriedade rural de um barão que não se ocupava das coisas da fazenda mas mantinha lá uma residência, onde aparecia vez por outra. Nessa ocasião ele cedeu seu kastély(2) – como o povo chamava os palacetes da Aristocracia na Hungria – para a família da noiva.

Lőrinc, que servia o exército como tenente, e ficava muito garboso no seu uniforme, conseguiu alguns dias de licença para o casamento. Bálint, meu irmão mais velho, também cumpria serviço militar, como aspirante a tenente. Ele era muito bonito e, uniformizado, ficava ainda mais aos meus olhos de menina-moça.

Nessa época – em plena Segunda Guerra Mundial – não era possível aos civis viajarem de trem, que eram usados para o transporte das tropas, mas de alguma forma conseguimos uma cabine de seis lugares e junto com o jovem casal de noivos seguimos mamãe, Bálint e eu para as terras do barão. Papai não pode viajar e Bandi não recebeu licença para se afastar de Budapeste, porque precisava comparecer às aulas da preparação da juventude. Judite, minha irmã mais nova, ainda era muito menina para viajar.

Quando chegamos à propriedade, distante uns vinte e cinco quilômetros de Debrecen, a cinco quilômetros da estação de Ohat, encontramos uma movimentação enorme com os preparativos para a festa, que ia durar três dias. 

A casa da família de Lőrinc, que já era bem grande, mais o Kastély emprestado pelo Barão acolheram parentes vindos de todas as partes da Hungria, até da Romênia chegaram convidados. Entre eles havia muitos jovens, assim não faltava parceiro para dançar.

Ainda cansadas da viagem, mamãe e eu ficamos exaustas  ao final desse primeiro dia de preparativos e fomos dormir. Mas no dia seguinte à tarde, quando a festa começou para valer, nos reunimos aos outros convidados. 

Depois da cerimônia de casamento os noivos viajaram logo, mas nós e os muitos outros convidados ficamos e nos divertimos muito durante três dias sem parar.

Tudo aquilo era novo e impressionante para mim. As animadas comemorações eram um turbilhão de cores, sons sabores e emoções para os meus olhos de adolescente. E  uma grande surpresa ainda me aguardava! 

Além de receber com muita fartura tantos parentes e convidados, o sogro da minha irmã, que também se chamava Lőrinc, proporcionou uma festa de arromba para os camponeses que trabalhavam da fazenda, fornecendo uma barrica de vinho e farta alimentação: mataram boi e porco, e as carnes eram assadas em enormes espetos de madeira que giravam sobre o fogo. Só observar o alegria espontânea do povo para nós já era uma atração especial. 

A festa dos camponeses foi realizada no celeiro dos carneiros, um grande prédio fechado que havia na fazenda para proteger os animais durante o rigoroso inverno da Grande Planície Húngara. O galpão tinha dezenas de metros de comprimento e largura, pois precisava abrigar centenas de animais.

Para o povo poder dançar espalharam palha de feno pelo chão, e armaram um palco para uma banda de ciganos que tocou a noite toda. Todos davam muitas risadas sonoras.

Estávamos nos divertíamos no nosso baile de casamento, mas ouvíamos de longe aquela música animada e as risadas de alegria; então em um belo momento um dos primos de Lőrinc – por sinal um rapaz muito bonito, chamado Szilágyi József, por quem imediatamente caí de amores, e ele por mim, me convidou: “Erzsébet!(3) Vamos lá, vamos ver como o povo se diverte, você não quer vir?” Eu fiquei interessadíssima, acho que iria a qualquer lugar só para ficar perto dele. Então nós e outros jovens convidados da família resolvemos dar uma espiada no baile dos peões. Claro que antes fui pedir licença à minha mãe – eu ainda era muito boa menina. 

Quando nos aproximamos fomos contagiados pela alegria dos camponeses e logo entramos no meio para dançar. E posso garantir: essa parte da festa era muito mais animada do que a nossa.

A música tocada pela orquestra de ciganos era a csárdás(4), uma dança tipicamente húngara, muito empolgante, cheia movimentos rápidos, muito giros e batidas de pés. Eu nunca antes havia estado antes numa festa tipicamente húngara e popular, e amei cada minuto que ficamos lá. 

Eu já sabia dançar a csárdás, todos os húngaros sabem dançá-la, mas descobri naquele dia a diferença enorme entre a csárdás do povo e a csárdás dos bailes de gala.”

(1) pronuncia-se /Löörints/

(2) pronuncia-se /cóshtêêi/

(3) pronuncia-se /Érjêêbet/, equivalente magiar de Elisabeth.

(4) pronuncia-se /tcháarrrdaash/

Veja aqui amostras da vivacidade contagiante de csárdás dançada por casais participantes de um Concurso Nacional de Danças, em Eger, que encontrei agora:

8 Comentários

Arquivado em Uncategorized